1D6 Razões para Jogar Thordezilhas.

1D6 razões para jogar Thordezilhas… ou uma tentativa de explicar meu amor pelo cenário.                                                                                                                                  

                                                                                                                                         Por David Dornelles

“As intempéries agitavam o mar de modo a erguer ondas colossais contra meu navio, o Lágrima de Leviatã, e o Víbora Escarlate onde eu me encontrava quando aquele espectro vil atormentava a tripulação de Míriel. Não seria a primeira nem a última vez em que eu me deparava com um navio fantasma e, ainda que metade de Alexandria me tomasse por herege, eu não me furtaria de meu dever como puritano para expurgar aquela alma.”

(Palavras do Capitão Richard, de Nova Camelot, a Bordo da temível nau de velas vermelhas Lágrima de Leviatã.)

Quando me perguntavam a respeito de um motivo para se jogar Thordezilhas a minha resposta automática era quase sempre “Why not?”. Foi engraçado quando o próprio autor me fez essa pergunta… Comecei a falar sem parar, então ele pediu gentilmente que eu escrevesse essa lista que compartilho a seguir.  

1-Um mundo como o nosso, só que melhor: ficção e realidade se misturam. Com algum conhecimento de história e geografia, podem ser narradas histórias incríveis e criar lugares inspirados no nosso mundo, mas com tudo que a fantasia permite. O livro apresenta descrições apenas do essencial, nada de páginas e páginas sobre reinos e cidades. As brechas existem propositalmente para que mestres e jogadores não se prendam demais ao livro e possam aproveitar uma experiência fluída em jogo.

2-Fantasia fora da caixa: a era medieval e a mesmice de sempre ficou para trás. Alexandria está na idade das luzes com tecnologia emergente e possibilidades únicas.Pólvora, meu camarada, a pólvora mudou o mundo! Cotas de malha e armaduras completas só atrapalham num confronto contra mosquetes, arcabuzes e pistolas. Vista um traje leve e ágil e saque seu sabre ou sua arma de fogo mais rápido que  seu oponente se não quiser morrer nas mãos desses cães sarnentos.

3-Ser um herói… Ou não: O heroísmo exagerado é uma característica marcante do cenário ao mesmo tempo que a pirataria e as questões sociais nos permitem reflexões sobre moralidade e justiça. Qual código moral rege as ações de seu personagem? Você está de acordo com as Leis da sua nação? É certo que apenas Lusitan e Castelha possam navegar para o Novo Mundo? Estes e outros questionamentos podem ser bem frequentes em uma campanha neste cenário.

4-O melhor dos dois mundo: Seja em terra firme ou em alto mar, a aventura nunca acaba. Aqui você pode estar sempre alternando entre combates marítimos contra criaturas fantásticas e outros navios ou intrigas de todo o tipo em cada cidade que sua tripulação aportar. As tensões econômicas e políticas são crescentes e podem dar um tempero único e exótico ao seu jogo (perdoem o trocadilho).

5-Terra à vista: Ilhas, gentil homem, ilhas são sempre um bom motivo. Como toda boa história de pirata se passa numa ilha, o livro te instiga a criar suas próprias ilhas inclusive aquelas mágicas e misteriosas que somem e aparecem sem motivo aparente. Ilhas são um verdadeiro playground para mestres criativos. Além disso, já temos umas boas ilhas para Old Dragon que você pode usar na sua campanha como a clássica Ilha da Caveira de Fabiano Neme, A ilha das Escamas Malditas do Tio Nitro e até a incomum  Ilha Perdida de Harmak do Rafael Beltrame.

6-Nada é verdade, tudo é permitido: Segundo o próprio autor do cenário, os fatos apresentados no livro estão mais próximos de serem um ponto de vista do que uma verdade absoluta sobre o mundo. Em outras palavras, não existe um jeito errado de se jogar Thordezilhas e você sempre poderá moldar este mundo fantástico da forma que for mais agradável e divertida para você e seu grupo.

Então, meus camaradas, acho que posso rolar 1d6 mentalmente antes de responder a pergunta na próxima vez. É óbvio que eu poderia listar mais uma infinidade de coisas que me fazem ser apaixonado pelo cenário, mas eu preciso defender a reputação de um servo de Mitra que vive na pirataria e, acredite em mim, não é uma tarefa fácil. Vejo vocês no Jabuti Caolho. Yohohohohohoho!

 

Por David Dornelles

Arte de Dan Ramos

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